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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Apañei frío en Braga









Xa sei, é un chiste vello e vulgar, unha ordinariez que diría miña nai, ou que me di aínda desde as profundidades da nada.

Sexa como for, o certo é que ando cunha mona no seu sitio, é dicir, cos estragos sintomáticos de amorroamento que delatan a presenza dun virus a mais no meu corpo, por apañar frío domingo pasado tras asistir a unha misa pola resurrección da carne na Bracara Augusta. Quen disto deduza que fun abducida ao rego de sotanas e sagrarios, ollo, está tan enganado como quen creu que andei a plantar verzas nas leiras do feisbu. Son outros os altares ante os que me prosterno e me elevo. E veigas só a que teño en Toledo. Poesía á parte.

(Aleluia!)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Recado mudo só não dos olhos ou espelho










Eu nem te digo nada. Tu é que sabes —digo só, que é frase que dizem vocês como para dizer vê lá tu o que fazes, que a mim, raismepartam monocorde, nem me aquece nem arrefece, atitude táctica de quem está numa de congelação externa e fogo acesso nos adentros fundos dos fundos abissais onde os peixes desiluminados cospem luzinhas às trevas. Nem te digo nada, digo, e calo, podes ficar nesses íreses e víreses, pois que eu já fui e vim tanto que tem momentos, horas, dias, que nem sei se vou indo ou estou(-me?) vindo ou ando ficando.

Não vou, por isso, pedir-te para ficares se não queres ficar, nem para te dizer que vás, se não queres ir, mas para calar tudo, emudecer só não dos olhos, espelho que afinal nem vês, nesses teus longes que habitas. Contudo ou nada, se fosse para dizer coisa nenhuma, só se fosse e apenas isso, num esforço sobre-humano de que me sei ignorante —incorporeidade frágil de se quebrar por um mínimo boquejar quando não devo—, se fosse, digo, suspirava um silêncio abafadinho de tristezas-saudades.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Técnicas de patinaxe

Onte o profesor de patinaxe aprendeunos unha técnica nova: o anxo.
Eu, coma sempre, fixen as do demo: o anxo caído.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Nem pensar!










Tenho andado a cismar sem ponderação nenhuma ultimamente, tanto, que por vezes nem tempo para reflectir tive, menos ainda para meditar sobre as consequências das ideias que me faziam assim cogitar. De maneira que logo de muito matutar, vou considerar a possibilidade de não ruminar mais... O quê? Nem pensar!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Advertencia aos lectores deste blogue a modo de exemplo polo si ou polo non

Para que non me volva coller o touro vouno amarrar polos cornos

Se a Sun Iou Miou di aquí neste texto, por dicir algo, que non lle gustan os touros e despois dá media volta, deberiase ater ás consecuencias e estaríalle ben toda crítica que lle caese enriba. O de seu debe ser fiar fino para non andar despois ás turras.

Porque que diga que non lle gustan os touros, e dígoo para evitar malentendidos, non implica necesariamente que lle gusten os toureiros, que por se a alguén lle interesa, non lle gustan.
E, concretando máis, cando di que non lle gustan os touros, non é que os animaliños non lle gusten, que lle gustan, tanto ao natural como estufados -en especial, a parte do rabo; nada os cornos e menos se cheiran ao esturro-. O que non lle gusta, que despois todo son explicacións, son as corridas de touros. E cando di o das corridas non é que lle desagrade que os touros corran en liberdade vixiada ou sen vixiar, nin que se corran tanto e como poidan -que o teñen cru, coitados, co da inseminación artificial, en fin eles non, que aínda llela sacoden, senón as vacas, que nin o cheiran-. O que a Sun Iou Miou quere dicir é que detesta o espectáculo sanguinolento no que dentro dunha praza se acirra á matanza un fulano cunha vasoira imaxinaria enfiada no cu e vestido de entroido entre os vítores e aplausos da concorrencia.

En fin, algún detalle é probable que me escapase. Logo, se queren acusar a Sun Iou Miou de ver as cousas en branco e negro, home, pintar non sabe, pero polo de agora -disque- distingue as cores e algún ton que outro.

A ver, tampouco o tomen ao pé da letra, que era unha metáfora. E con isto non digo Diego onde dixen digo.

Contido e continente a condizer

Quem sem saber inglês ouvir o vídeo do candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, ficará arrepiado com a voz do locutor, pensando até que aquilo é o tráiler dum filme de terror ou um documentário de feras selvagens onde o forte devora o débil, sem poupar as cenas mais cruas.
Quem sabendo inglês o ouvir, ficará arrepiado na mesma, mas com conhecimento de causa.

E aviso: nem sempre contido é sinónimo de moderado, nem continente quem pratica a continência.

Opinar non ten cancelas

Agora comprendo que á hora de facturar a corrección dun texto, conten tanto os caracteres coma os espazos en branco.

Iso si, sexo seguro, por favor: coloquen os preservativos ao alcance da man.

sábado, 9 de agosto de 2008

Em terreno resvaladiço










No dia em que passei de patinhar a patinar não fui mais engraçada a escorregar mas a própria graça a deslizar.

Nesse mesmo dia deixei de cair em graça e desgracei-me.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Testifico

Hoxe no parque no que adoito patinar había un bo mozo a bañarse en pelota. E só pensei: Que collóns...!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Inanición, insomnio, insania

Será que os mortos se manteñen a café, ou apenas os inanes?

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Ps, ps, ps: Tranquilos, que son sapiño encantadísimo e nunca me vou desencantar. Non me presta o disfrace de princesa (Obrigada, Rato).

sábado, 28 de junho de 2008

Ironia do destino (mais uma)

Como me sentia só, quis matar o bicho com aguardente e embriaguei a solitária.
Hics!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dúbida















Cal será o problema de Vero: a falta de auga ou a falta de sentidiño... lingüístico?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Um só sentido

Porque a vida é um trânsito, jogo com a metáfora das vias públicas, com as suas duas ou múltiplas faixas, os seus sentidos duplos ou únicos, avenidas e becos sem saída, intersecções ou confluências, para reflectir sobre as relações afectivas. Por acaso, não é amizade uma ligação em dois sentidos? É óbvio: ninguém pode ser amigo dum outro se o outro não é amigo dum. Porém, a expressão do amor pode ser unidireccional, e é amiúde para esplendor das artes e aflição de quem sucumbe à indiferença do amado. E de ai pergunto apenas por perguntar: Amarmos a quem não nos ama terá um único sentido?

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Seis palavras

Apenas porque gostei do desafio reencaminhado pela Teté:

O tempo que se mata perde-se?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A pau

Se vieres disseram-lhe, recebemos-te como mereces.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Vocabulario imprescindible



















Para ilustración da chusma e por xentileza da asociación das xentes da mala vida e a boa bebida "O Copo sen Fundo" da Aldea das Carrouchas, parroquia de Pombalnoseixo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Final da estória

Para quen queira ver como acabou o conto Larica non é fome...
(Não sei é se devo agradecer, ó diabo!)

sábado, 8 de março de 2008

Con tacto

Busco amor propio. Se alguén tropeza con el, que ha de andar polo chan, por favor, procure non pisalo e trátemo con agarimo: aínda parecéndoo, non é merda de can.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A lamber paredes (The making-of)

Depois dum sono reparador, Rei de Lã, cheguei à conclusão de que não possuo um domínio da língua (portuguesa) como para lhe traduzir fielmente o texto. Aliás (que magnífica palavra, já disse? -algum dia dedicar-lhe-ei um post), se sofrer um infarto pela minha causa, dada a sua avançada idade, assombrar-me-ia esse remorso o resto da vida, até porque, aliás (disse que esta era a palavra total?), é um dos meus mais assíduos visitantes. Fique bem e vá navegar para outra parte, que vou dar umas dicas para a malta nova:

Lamber paredes: Diz-se dos adolescentes quando começam a masturbar-se porque de tanto esforço sem paragem ficam brancos, como se estivessem a lamber o gesso das paredes.
Facer as beiras: É como dizer iniciar suavemente o acosso do namoro.
Andar como un can: Isso dá para perceber, ou? (cão = can, e assim sempre, acho, ão = an)
Negro, burro, pedra: Vai tudo parar na mesma cena: erecção (não de castelos no aire, mas até pode ser quando não há cimento).
Trangallo: (“ll” sempre se lé como “lh”, minhassenhorasmeussenhores) É um pau que se coloca a um animal para lhe dificultar o movimento. Acho que isto não precisa de mais explicação. Sim, sentido metafórico. Animais somos todos, uns mais evoluídos do que outros, Darwin dixit. 'Tá? Se seguimos por ai este blogue vai acabar assinalado.
Fumegar: Bem se compreende. Aqui é na acepção 'exalar vapores', pela diferença de temperaturas...
Ferrar, chuzar, espetar: Clarissíssimo, é 'cravar, enterrar', mas nem é preciso terra.
Paxara: Isto cá é uma vulgaridade, mas condiz com trangalho, en quanto é um dos seus possiveis complementos nas relações heterosexuais. Com um trangallo e uma paxara pode-se jogar ao trompicallo.
Papuda: O mesmo lá do que cá, figuradamente 'proeminente'.
Meter pé no conto: Seria finamente 'intervir'; uma expressão equivalente em linguagem com asterisco é cortar a mexada (mexar = mijar, 'tá bem?).
Gaiola: Português diamantino, e também 'masturbar-se'.
Caldeiro: O mesmo do que 'gaiola' na acepção de 'cadeia, cárcere', não na outra.
Matar a fame:
(fame = fome) Já disse antes um gajo há séculos: "Não só de pão vive o homem" (e a mulher, diria também se for hoje, por falar com correcção lingüística). É o contrario de 'matar à fome'. Não vão dizer agora que os acentos carecem de importância.

Prontos: vou trabalhar, que o meu alter ego está-me a apertar a cravelha.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Botaporela

Que saibades que acabo de colgar no concurso de microrrelatos eróticos do Vieiros o texto que teño máis embaixo titulado Martes de Entroido ao mediodía, por se vos apetece votar, por sun-iou-miou ou por quen vos pete. Quede claro que non vos penso nin convidar a un cocido, nin regalar catrocentos euros, nin obrigar a asinar ningún tipo de contrato sobre costumes máis ou menos tradicionais. Se gaño, iso si, precisarei de acompañante a Venecia.